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Sábado, Maio 29, 2004


Com relação ao show de ontem no evento Sintonia, realizado na Urca, no campus da Praia Vermelha da UFRJ: primeiro, mais do que necessário falar da organização do evento, uma bela estrutura de palco, camarim, tudo muito bom. Nessas nossas rodadas pelo underground carioca, é raríssimo (pra não dizer impossível) contar com essas regalias, que deveriam ser a forma usual de sermos tratados. Sem deixar de mencionar a atenção dispensada pelo Henrique Sauer e toda a sua equipe que nos auxiliou no que precisávamos. Também lembrando da entrevista de Andrei e Ramon pra rádio Interferência, sob a batuta do Felipe. Valeu também, rapaz!
O show foi bom, com o repertório de sempre. Duas adversidades vieram atrapalhar um pouquinho o início do show, quando um dos cabos do Ramon deu pane e depois quando uma das cordas da guitarra arrebentou. Mas, a despeito desses problemas, mantivemos o pique e realizamos uma boa apresentação. Curioso foi um grupo de pessoas no lado esquerdo do palco, gritando "Disco do Roberto" até tocármos a música. E depois também! Tocamos de novo no bis. Foi muito engraçado, um show de excelente repercussão e muito boa organização.
Agradecimentos aos montes, já que estávamos acompanhados de vários amigos no público: Ricardo, Roberta e Bruninho, que bateram as fotos e filmaram o show; Paulinho e Guidi, do Pic-Nic que também bateram umas fotos; Quick; o pessoal do Pólen também estava por lá; a todas as pessoas que compraram cds, lamentamos por não termos muitos, e a quem agitou o todo, muito obrigado. E agradecimentos especiais ao Henrique e a todo o pessoal responsável pelo Sintonia, foi muito legal, tudo muito organizado, ficamos gratos por tudo.
Até a próxima.


Quarta-feira, Maio 26, 2004


Caramba, depois de mais de uma semana de atraso, resolvemos postar algo sobre a noite maravilhosa que passamos em São Paulo, graças à nossa indicação como revelação de 2003 da Revista Dynamite. Marcos Bragatto, editor da revista, nos convidou pra ir no ônibus que levava também o pessoal do Leela (que se apresentou naquela noite), B Negão, Ramirez e outros indivíduos não menos conhecidos do underground carioca. E nós também, claro, um tanto quanto deslocados no início da viagem. Mas a zoação no ônibus foi ótima, com histórias hilárias e muitas gargalhadas.
Chegamos em São Paulo mais uma vez (estivemos ali a uns vinte dias atrás) e pudemos encontrar com várias figuras do rock brasileiro, a quem, obviamente, entregamos nossos cds: João Gordo, Fábio Massari, Kid Vinil, Fred 04 (do mundo livre s/a), Carlos Eduardo Miranda (que era da Banguela Records e produziu o Graforréia Xilarmônica), Igor e Andreas do Sepultura, Pitty... Enfim, vimos e fomos vistos por muita gente, o que foi ótimo pra nós. O Kid Vinil colocou nossa música pra tocar na Brasil 2000 horas depois do evento! Tiveram os shows também, cujo mais inusitado foi o do Que Fim Levou O Robin?, que se você não conhece é porque não estava vivo no início dos anos 90. Teve Forgotten Boys também (aniquilando "Crosstown traffic" do Hendrix, horrível), Leela, Claustrophobia, Ratos de Porão... Foi uma noite muito divertida, com muita zoeira e bons contatos. Ah!, não levamos o prêmio não.
Agora, show no projeto Sintonia, no campus da Praia Vermelha, da UFRJ. O evento é enorme, apoio da Coca-Cola, Rádio Cidade, cartazes aos montes, promoção muito boa. Então, compareçam, é de graça e vai ser "àfudê" (hehehe). 20:30, beleza?
Até mais.


Domingo, Maio 09, 2004


Relembrando dias atrás, tocamos na festa unificada de História e Ciências Sociais no Campus do Gragoatá da UFF, em Niterói. Há uns dois anos atrás participamos da uma festa no mesmo local, em condições precárias de realização do show, mas conseguimos alguns ouvintes interessados em nossas pirações musicais. Desta vez, tinha gente saindo de casa só pra nos ver, o que muito nos honra. haviam várias atividades além dos shows combinados e tocamos lá pela uma e meia da matina. O som estava um pouco prejudicado devido a um problema na p.a., mas acreditamos que a voz estava audível, já que percebemos as pessoas rindo de nossas letras. O repertório foi o de sempre, com as músicas do "Eu não sei ...", acompanhadas de "Burra demais", "Gente feiosa", "Feios, mas felizes" e, atendendo a pedidos, "Fashion demais", música que não tocamos a um bom tempo. O legal é que o show foi num tablado de madeira muito espaçoso, o que nos permitiu pular e agitar durante todo o show. Foi divertido tocar lá mais uma vez e temos que agradecer ao Marcos, da banda Nunca Se Sabe, por nos ter chamado para o evento.

Aproveitando, lá vão dois links de nossas recentes aparições internéticas. No site Depressões Póstumas do Pop Punk, tem uma entrevista com Ramon Ramon e Luiz Velhinho, falando sobre qualquer coisa, inclusive amor. Está muito divertida, confiram: http://depressaopoppunk.blig.ig.com.br/. E saiu mais resenha do "Eu não sei...", desta vez no site de nosso vizinho Ricardo Schott, o Discoteca Básica (http://www.discotecabasica.com). Ela está no dia quatro de maio, dêem uma descida na barra de rolagem que acharão. E agradecemos a ambos os sites pela divulgação.
Enquanto isso, vai uma foto comprometedora do Ramon Ramon em nossa passagem por São Paulo.
Até a próxima.



Quinta-feira, Maio 06, 2004


Show na Fun House, São Paulo/ SP, 30/04 - Luiz Velhinho

Desta vez, partimos para São Paulo pra dar continuação à nossa turnê 2004. Tentamos sair às dez da manhã de sexta-feira, dia do show, a bordo da minha Elba 92. Muita expectativa andava sendo criada, pois não tínhamos certeza de que o carro agüentaria o tranco da viagem. Mas fomos assim mesmo, acompanhados desta vez da Tarsila, namorada, do Andrei. O plano era chegar em São Paulo antes do horário de rush, mas, devido a uma parada pra almoço mais longa que o esperado, acabamos atrasando um pouco. Culpa do Ramon que parou pra comprar quatro camisas de futebol falsificadas próximo à Lorena, interior de SP.
Chegamos na Marginal Tietê por volta das quatro e meia e já pegamos engarrafamento. O que eu mais temia era justamente ficar preso no trânsito de São Paulo, ainda mais sem saber andar pela cidade, que, digo de passagem, muito me agradou. Tirando o trânsito irritante (coisa que também ocorre na Ponte Rio-Niterói), é uma belíssima cidade. Após um tempo tentando achar a rua Bela Cintra, chegamos ao hotel por volta das sete da noite. Tínhamos bastante tempo disponível já que a Fun House ficava a menos de duzentos metros do hotel e a passagem de som era às nove e meia. Descansamos e comemos algo, eu liguei para minha amiga em São Paulo, a Patricia Misson, e lá pela meia-noite e meia adentramos o Fun House, já depois de ter passado o som, que estava ótimo, tudo audível, alto e numa formação inusitada devido ao tamanho do palco, bem estreito. Ficamos os três quase que em linha, com a bateria bem a frente, o que deu outra dinâmica ao show.
Enfim, a Fun House é um espaço bem legal, aconchegante, com um bar e umas mesas altas na frente e o palco com a pista de dança após um corredor e os banheiros (maneiríssimos!); no segundo andar, tem uns sofás e um jukebox e uma varandinha... O público era um pouco mais velho do que estamos acostumados a tocar, mas isso não impediu uma recepção bastante calorosa ao nosso som. Estávamos muito bem e loucos para tocar e a resposta foi maravilhosa. Algumas pessoas já conheciam certas músicas do repertório (eminentemente o que está presente no "Eu não sei...") e não deixamos a peteca cair com as músicas de sempre, num repertório não muito diferente do nosso usual. Foram uns quarenta minutos de rock na cara e pessoal adorou. Vendemos uns poucos cds, mas conversamos bastante com as pessoas na casa e tivemos muitos bons comentários.
Voltamos para o hotel em horários diferentes e, após uma noite de sono, tentamos sair do hotel ao meio-dia. Infelizmente, meu carro tinha outros planos e resolveu não funcionar, justamente no dia primeiro de maio, feriado. Lá pelas três horas conseguimos acertar o carro e voltamos pra casa na certeza de termos deixado boas impressões e com promessas de novos shows em São Paulo pro segundo semestre.
Gostaríamos de agradecer imensamente ao Mitkus por ter nos chamado pra tocar, foi muito bom e esperamos voltar em breve. E também agradecer ao público que muito nos apoiou e teceu comentários muito legais nas conversas pós-show, você foram ótimos.
Até breve.


Domingo, Maio 02, 2004


Pois é, estivemos no Espaço Constituição na quarta-feira à noite, a convite de nosso camarada Nelson, da banda Nelson e os Gonçalves. O Velhinho já tinha assistido um show da banda em São Gonçalo e comentou que seria ótimo se as duas bandas pudessem dividir o palco algum dia. E assim foi.
O que se há de observar é que o Espaço é muito aconchegante, um teatro pequeno, devem caber umas 50 pessoas, talvez menos, cm um palco proporcional e uma grande porta atrás do palco, que dá pra um jardim, com escada em estilo de arquibancada. A despeito do tamanho do local, do preço convidativo e da divulgação (saiu em jornal), o público foi muito pequeno. Tivemos alguns presentes, como o Biça e o Gabi do Baco, mas não tinha um público razoável.
Enfim, após a apresentação da banda Tia Velha, subimos no palco e fizemos um show curto e rápido. Até terminamos o show com "Eu sou mais eu", coisa jamais pensada. O som não ajudava muito, mas fizemos o show assim mesmo. Minutos depois sobem Nelson e os Gonçalves no palco e aí estava a surpresa da noite. A banda é toda muito boa e as músicas são ótimas. Definitivamente as duas bandas tem muito a ver. Pena que o som não colaborava para a audição da voz do Nelson, pois as letras são muito legais. O melhor da noite foi isso, podermos ver como são as duas bandas no palco (já que quase ninguém havia se visto tocando) e a ligação foi imediata. Esperamos poder fazer mais um evento com mais público em companhia dos caras.
Agradecimentos ao Nelson que nos chamou pro show e a quem ficou pra nos ver no Espaço.
Próximo post: ida a São Paulo.

 

 


Blog do The Feitos, banda de Niterói/RJ que acaba de lançar um novo cd e um novo site.